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Era uma vez nos encontros na internet

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Um pássaro na mão ou dois voando?

Hoje eu vou contar uma história. Uma história para ilustrar um argumento. Uma história que aconteceu comigo. Não é uma história recente. Aconteceu há cerca de seis meses. Entretanto, foi uma grande lição de vida e quero compartilhá-la.
Há seis meses eu estava saindo com um cara. Vamos chama-lo de Paulo. Ele era um cara legal e estávamos nos conhecendo aos poucos. Não tínhamos falado de exclusividade, mas já estávamos saindo juntos há um mês. Então já parecia um pouco com um relacionamento. Entretanto, eu ainda conversava com alguns caras pelo site. Um deles, vamos chama-lo de Renato, era lindo. Seu perfil mostrava a foto de um moreno malhado irresistível. Eu estava só flertando. Apesar de não me achar feia, não imaginava que um cara como aquele iria querer algo comigo.
Entretanto, um dia eu recebi uma mensagem do Renato. E não foi uma mensagem qualquer. Foi uma mensagem incrível. Daquele tipo que dá frio na barriga. E, apesar de eu estar saindo com o Paulo, isso ainda era uma coisa recente. Para ser honesta, comecei a me perguntar se valia à pena me envolver em um relacionamento com o Paulo.
Então eu não resisti e respondi a mensagem do Renato. Nós nos demos bem imediatamente. Ele escrevia bem e isso me atrai. Ele era engraçado e eu já disse que adoro caras com senso de humor. Então quando ele me mandou uma mensagem em um sábado à tarde perguntando se eu queria sair para jantar... eu aceitei sem pensar duas vezes – quando digo sem pensar duas vezes, significa que liguei para minhas melhores amigas para saber se eu estava  sendo uma vadia. Além disso, o Paulo estava resfriado e disse que não poderia sair de casa naquele fim de semana.
Nós nos encontramos em um restaurante japonês. Logo percebi que as suas fotos, apesar de não serem uma completa mentira, também não eram a mais pura verdade. Entretanto, ele era engraçado e divertido. Nos divertimos muito e fomos dar uma volta de carro. Logo essa volta se transformou em amassos no banco de trás do carro em uma rua escura.
Naquele momento, eu já sabia que não ia dar certo entre a gente. Para começar, ele não beijava tão bem. Era um pouco desajeitado. E eu só pensava no quanto eu queria estar beijando o Paulo ao invés dele. Entretanto, eu me diverti e estava pronta para ir para casa.
O Renato foi muito cavalheiro – algo raro hoje em dia – e foi me deixar em casa. Quando eu saí do carro, ia me despedir normalmente, mas ele me agarrou e me deu um último beijo. Eu retribuí. Por que não? O problema era que o Paulo estava na frente do meu portão. Ele estava se sentindo um pouco melhor e não queria me deixar sozinha e entediada em um sábado à noite. Havia até mesmo levado uma pizza.
Nem preciso dizer sobre a cara de decepção dele, não é? O Renato também ficou bem confuso. Ele cumprimentou o Paulo, entrou no carro e foi embora. E me restou apenas conversar com o Paulo. Já podem adivinhar que acabou mal. Nós terminamos.
Sei que parece cena de filme, mas realmente aconteceu. Nesse dia eu aprendi que devemos dar valor ao que temos e não sermos gananciosos. As pessoas têm sentimentos que devem ser respeitados.