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Era uma vez nos encontros na internet

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Filhos e relacionamentos online

Acredito que em um post anterior eu mencionei que tenho uma filha. Ela tem três anos de idade. Ela é a principal preocupação da minha vida e seu bem-estar vem antes de tudo. Para aqueles que têm curiosidade, eu nunca me casei com o pai dela. Nós namorávamos e o “acidente” (na visão dele) aconteceu. Ele não aguentou a pressão e, depois de seis meses morando juntos, ele foi embora. Não o vejo desde o ano passado e acho melhor assim. Ser pai é algo que exige responsabilidade e ele não se encaixa nesse perfil.
 
Mas o foco do post não é o pai da minha filha ou até minha filha em particular. É o cuidado redobrado que devemos ter em sites de encontros online quando temos um filho.
 
Eu sempre me considerei uma mãe solteira, até mesmo quando morava com o pai da minha filha. Quando ele foi embora, depois de muito considerar, resolvi entrar no mundo de encontros online. Uma amiga minha havia encontrado sua cara metade online, então resolvi me aventurar. Mas depois de um tempo, comecei a achar que minha amiga havia sido sortuda.
 
Já tive experiências interessantes com vários tipos diferentes de caras, do Brasil e fora dele. Conheci um cara do norte do país que morava em seu próprio barco. O problema era que, apesar dele inicialmente parecer interessante e financeiramente estável, ele gostava de fumar um baseado enquanto olhava as estrelas... de vez em quando. Definitivamente não seria um bom exemplo para a minha filha.
 
Conheci outro cara que era realmente legal. Apesar de ter praticamente a minha idade (prefiro homens um pouco mais velhos), ele possuía uma filosofia de vida legal e um papo interessante. Além disso, ele gostava de viajar e já havia visitado quase o mundo todo, então tinha muitas histórias para contar. Entretanto, um dia ele apenas me mandou uma mensagem dizendo que faria um retiro espiritual na Índia (sim, quase inacreditável). Cerca de dois meses depois, recebi uma mensagem dele dizendo que essa viagem e tempo de reflexão o haviam ajudado a perceber que ele era gay (;_;).
 
Um terceiro foi realmente assustador. Ele queria que eu levasse minha filha ao nosso encontro. Me recusei e apaguei ele dos meus contatos. Que tipo de pessoa pede isso no primeiro encontro (e insiste)?
 
Depois dessas experiências eu resolvi ser mais seletiva em relação aos homens com quem eu conversava e os sites que eu escolhia. Eu demorei, mas encontrei um site que gosto muito e no qual estou encontrando pessoas realmente interessantes. É claro que pessoas estranhas e com segundas intenções sempre existirão. Mães solteiras devem ter o dobro de cuidado em relação a isso. Os filhos sempre vêm em primeiro lugar. Eu sempre pensarei duas vezes antes de apresentar um homem com quem eu esteja saindo à minha filha.